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| Por outro lado, pressente-se,
claramente, que Manuel Vilarinho é refém
do que conhece em cada uma das suas telas: mergulha
no mundo que o rodeia, mas não o pretende
seleccionar, direccionar, ou encaminhar. O pintor
aproxima venenos ou antídotos, a memória
apagada ou o que dela perdura, porque o abandono
desmorona o que há de mais belo na vida.
Nada na sua obra é irreflectido, porque é
o real sentido que se quer transpor para a tela.
O artista expressa-se na tela numa procura permanente
sem nunca encontrar o desfecho do seu diário
de viagens: são registos sem promessa de
regresso e, ao mesmo tempo, um arquivo vivo das
suas recordações. |
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| Rui Almeida
Pereira |
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Aceleração
em Voo ,
2001
Acrílico s/tela, 115 x 147cm |
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Quatro
Direcções
, 2002
Acrílico s/tela, 115 x 147cm |
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Periferia
II , 2003
Acrílico s/tela, 100 x 100cm |
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Direcção
: Quarto F (III) ,
2001
Tinta da China e Carvão s/Papel, 21 x 14cm |
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Direcção
: Quarto F (IV) ,
2001
Tinta da China e Carvão s/Papel, 21 x 14cm |
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